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Audiência debaterá Feminicídio, Violência e Mídia nesta quinta-feira (18) na AL-MS

17/06/2015

Secretaria de Mulheres da CUT-MS apoia esta importante atividade

Escrito por: Escrito por Sérgio Souza Júnior CUT-MS, com informações Jacqueline Lopes e Marcha Mundial de Mulheres

Está programada para acontecer na próxima quinta-feira (18), a Audiência Pública "Feminicídio, Violência e Mídia" proposta pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT) e pela Marcha Mundial das Mulheres.

O evento começa à partir das 13h30 e será realizado na Assembleia Legislativa do estado, no Parque dos Poderes em Campo Grande (MS). Estão sendo aguardados representantes dos cursos de direito e jornalismo das universidades, assistentes sociais, militantes feministas, sindicalistas e representantes dos movimentos sociais.

De acordo com dados do evento oficial da Audiência, publicado em uma rede social “Mato Grosso do Sul é um dos estados com maior índice de violência e assassinatos de mulher. Nesse cenário de barbárie, o MS registra a taxa de 6,1 homicídios por 100 mil mulheres. O Brasil, de acordo com a ONU (2012), ocupa o 7º lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres. É um crime de ódio e caracteriza o preconceito de alguns homens têm em relação às mulheres. O feminicídio e a violência contra a mulher são expressões de prática cruéis a serem coibidas com toda a força da Lei”. Saiba mais em: https://www.facebook.com/events/1664410153790470/

Para Dilma Gomes, Secretária de Mulheres da CUT-MS, “a discussão e o entendimento sobre o Feminicídio é fundamental em todos os campos quer seja ele político, social ou jurídico. A mulher precisa ser respeitada, mas os criminosos punidos na forma da lei que atenda a esse crime A morte das mulheres pelo fato de ser mulher é causada por relações de desigualdade, de exclusão, de poder e de submissão que se manifestam em contextos de violência sexista contra as mulheres. Atingindo todas as esferas da vida de mulheres, com o objetivo de preservar o domínio masculino nas sociedades patriarcais. A CUT defende a igualdade de direitos na vida de mulheres e de homens, jovens e trabalhadores e trabalhadoras. Viver sem violência é um direito de toda sociedade”.

Pedro Kemp, proponente da atividade, comentou em uma rede social sobre a Audiência Pública, “Venha debater conosco. Infelizmente, Mato Grosso do Sul registra elevados índices de violência contra as mulheres: agressões, ameaças, estupros, assassinatos. Essa realidade tem que mudar e isso só vai acontecer com a somatória de esforços entre as instituições do poder público e a sociedade civil organizada, na implementação de ações de prevenção e repressão às violências cometidas contra mulheres”.

Rachel Moreno, palestrante confirmada no evento ativista e pesquisadora dos direitos das mulheres é autora do livro “A imagem da mulher na mídia”, no qual analisa a presença feminina nos veículos de comunicação e compara legislações de 12 países sobre a regulação da imagem da mulher na mídia.

Miriam Nobre, outra palestrante de renome confirmada, também estará na mesa de debates, ela coordenou a Secretaria Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) de 2006 a 2013, movimento que hoje está espalhado por 60 países.

Ao abordar as ações da Marcha Mundial das Mulheres, ela explicou como as pautas específicas se coadunam com reivindicações mais gerais. “A marcha é um movimento feminista e anticapitalista internacional, que sempre buscou olhar as causas, e que passou a entender como o sistema capitalista e patriarcal se interliga, assim como o neocolonialismo e o racismo.”

Abaixo reproduzimos o currículo acadêmico e político das palestrantes da Audiência Pública, "Feminicídio, Violência e Mídia".

 

Rachel Moreno é Psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), e tem Mestrado em Meio Ambiente e Sociedade (Fundação-Escola de Sociologia e Política de S. Paulo) e (inc) em psicologia (USP). Milita pelas causas e direitos das mulheres desde 1974, pesquisadora de mercado, opinião e mídia, especialista em sexualidade humana e em meio ambiente, tem livros publicados sobre a Imagem da Mulher na Mídia e atua pela democratização dos meios de comunicação no Brasil."

 

É fundadora do Observatório da Mulher, que integra a Articulação Mulher e Mídia, da qual foi uma das fundadoras. Participou da ONG TVER, foi membro da Executiva da Campanha pela Ética na TV, integra a FNDC – Frente Nacional pela Democratização da Comunicação.

 

Tem mais de 30 anos de militância nas questões de gênero e 8 anos de militância pela democratização da mídia.

 

Miriam Nobreé ativista feminista, integrante da Marcha Mundial das Mulheres, tendo sido sua coordenadora internacional entre 2006 e 2013. Agrônoma e mestre pelo Programa de Estudos em Integração da América Latina, faz parte da equipe da SOF – Sempreviva Organização Feminista desde 1993 onde realiza atividades de formação, investigação e produção de materiais em economia feminista, economia solidária, agroecologia e soberania alimentar.

Escrito por Sérgio Souza Júnior CUT-MS, com informações Jacqueline Lopes e Marcha Mundial de Mulheres 

Foto do Convite oficial do Evento

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