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Em carta aberta à população, Sindicato dos Ferroviários do MS defende estatização das ferrovias

29/06/2015

Demissões desenfreadas, danos ao patrimônio histórico, sucateamento da malha ferroviária compõem a base do documento

Escrito por: Stefbums, com informações Sérgio Souza Júnior CUT-MS e Thalita Moya AL-MS

Evanildo da Silva do Stefbu (arquivo)Por conta de inúmeros problemas vividos pelos trabalhadores ferroviários de Mato Grosso do Sul, o Stefbu (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru e Mato Grosso do Sul) filiado à CUT, começou a desenvolver uma série de ações para denunciar a situação da categoria.

No dia 21 de Maio, em Campo Grande (MS), Deputados e representantes sindicais realizaram uma intervenção no plenário da Assembleia Legislativa do estado, cobrando uma audiência pública com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para esclarecer o encerramento das atividades no trecho que liga Corumbá a Bauru.

Na oportunidade, Evanildo da Silva, diretor do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Ferroviárias de Bauru e Mato Grosso do Sul, os transtornos causados ferem as causas trabalhistas e compromete o escoamento da produção estadual. “Contratos com empresas de derivados de petróleo e de produtos siderúrgicos estão sendo rompidos e tudo está sendo paralisado sem qualquer explicação”, afirmou o diretor que defendeu a ‘reestatização’ da ferrovia. “O governo federal tem que tomar o controle porque o desmonte da malha ferroviária vai causar muitos prejuízos”, considerou.

Fusão e crise - A crise no setor, segundo o representante, se intensificou após a fusão da Rumo Logística com a ALL, aprovada pela ANTT em novembro de 2014. Em todo o Brasil, a empresa prevê investimentos de quase R$ 8 bilhões. “Tanto investimento, mas não sobra nada para nossa malha. Definiram o nosso trecho como ‘antieconômico’ mas se não gera lucro, é porque não houve investimentos”, declarou Evanildo. 

Aliados à luta geral da sociedade, a direção do Stefbu e o Mercado Cênico cederam a sua sede para a realização do Sarau, "Cidade em Greve", evento que contou com a participação de diversas catgeorias em greve na cidade, tal como professores de escolas públicas, universidade federal entre outros. A atividade foi realizada na noite da última sexta-feira (26), naquela ocasião, Evanildo da Silva leu a Carta Aberta à Sociedade, documento elaborado pela direção sindical do Stefbu, que reproduzimos abaixo, na íntegra.  

 

SINDICATO DE TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS DE BAURU, MATO GROSSO E MATO GROSSO DO SUL

Carta aberta à População do Mato Grosso do Sul

Golpe contra o Patrimônio Público Destrói a nossa ferrovia

 

O sindicato dos ferroviários vem a público, denunciar o estado caótico do transporte ferroviário do MS, a destruição do patrimônio histórico, impulsionador do desenvolvimento econômico das principais cidades do nosso  estado.

A ferrovia, no estado de Mato Grosso do Sul, está desativada de FATO, desde, 01/05/2015, com o anúncio, (interno) da circulação do ultimo trem no prazo máximo de 22/05/2015. Há também, um desmonte generalizado, de todos os processos de manutenção do sistema ferroviário, pela demissão de trabalhadores e fechamento das oficinas.

A Falta de escrúpulo dos controladores da Ferrovia Novoeste é impressionante. Mentem com a maior cara de pau. Isso foi o que fez o presidente da RUMO-ALL, Julio Fontana em declarações a imprensa, logo após se reunir como o Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja e as bancadas de deputados estaduais e federais em 23 de junho, tentando justificar a suspensão das operações ferroviárias no Estado e também as demissões.

Mentem para não arcarem com suas responsabilidades, inclusive em relação aos ferroviários que foram demitidos de forma coletiva.

O desmonte da ferrovia ganhou repercussão por conta das denuncias do Sindicato, e que a empresa desmentia. A mobilização que conquistou apoio de vários setores do Estado desde autoridades de governo e setores empresariais prejudicados com a medida, é que abriu a possibilidade para esta discussão ganhar corpo. O transporte de grãos está suspenso na ferrovia Novoeste desde 2009.

A ALL retirou da malha mais de 2 mil vagões graneleiros e os levou para o Paraná, para atender a demando do corredor do estado inviabilizando a operação na Malha Oeste. Estas e outras ações ilegais que ferem  o contrato de concessão, foram realizadas com a complacência da ANTT e do GOVERNO FEDERAL, que mesmos sendo informados não adotaram nenhuma medida para exigir o cumprimento das obrigações do contrato.

A ALL que detinha o direito de operação desde 2006 e que continua mesmo com a fusão com a RUMO, foi quem sucateou deliberadamente a ferrovia, não investindo na manutenção da via, desmontando as oficinas de manutenção de locomotivas e vagões.

 Na reunião realizada em Campo Grande com o Governador do Estado, a empresa assumiu no compromisso de apresentar um plano de recuperação da ferrovia. mas, como considerar as promessas dos que estão no controle da empresa há quase 10 anos e nada que fizeram pela ferrovia? Mas estes empresários de bobo não tem nada. Agora estão solicitando do governo a ampliação dos prazos de concessão para continuar a destruição

Não há saída para a ferrovia e os ferroviários dentro deste modelo. A saída é a REESTATIZAÇÃO das ferrovias, e esta tarefa cabe ao Governo Federal, sob pena de responder por todos os crimes praticados contra o patrimônio publico em nosso estado.

 

A ferrovia é propriedade do povo brasileiro!!!!!

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