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Grito dos Excluídos de Campo Grande chama atenção da sociedade para o conflito que vitimou o Guarani-Kaiowá Simião Vilhalva

08/09/2015

CUT-MS e seus sindicatos filiados participam ativamente do protesto neste sete de setembro

Escrito por: Sérgio Souza Júnior CUT-MS

MIX Fotos Grito dos Excluídos CG - MS 2015 Na manhã do dia sete de setembro, logo após o desfile cívico-militar, militantes de diversos movimentos sociais, indíegnas e membros da igreja católica, saíram em caminhada no tradicional Grito dos Excluídos, que há mais quase vinte anos, desfila pelas ruas de Campo Grande, à exemplo de outras cidades do país, levando as bandeiras de lutas dos explorados, dos trabalhadores, dos sem-terra, dos que lutam por igualdade racial, igualdade de gênero, que pedem a demarcação de terras indígenas, entre outras reivindicações.

 

O Grito dos Excluídos, chega a sua 21ª edição nacional, com o lema que chama a atenção para a situação de violência que vitimiza, sobretudo as juventudes das periferias, bem como alerta para o poder que os meios de comunicação exercem na manipulação da sociedade. E questiona: “Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”.

 

No Mato Grosso do Sul, houve destaque para a série de violências sofridas pelos povos indígenas, em especial, para a atual situação do conflito que ocorre no sul do estado, mais precisamente na região da cidade de Antônio João, que segundo relatos dos índios Guarani-Kaiowá daquele local, vitimou à poucos dias, o guerreiro Simião Vilhalva.

 

Para o Presidente da CUT-MS, Genilson Duarte, o Grito dos Excluídos continua sendo uma grande oportunidade de apresentar as reivindicações dos excluídos da sociedade, "A CUT se sente orgulhosa dos nossos dirigentes, de nossa base ter participado de mais este grito dos excluídos, que mais uma vez teve sucesso em pautar as principais lutas que fazemos. Neste ano, o Grito traz como tema a vida e critica a morte de muitas pessoas neste país vítimas de conflitos sociais, como é o caso do índio Simião Vilhalva, morto de forma covarde, ao que tudo indica, pelo latifúndio daquela região", disse.

 

Ao final da caminhada no circuito oficial do desfile do sete de setembro, índios terenas, da Aldeia Urbana Água Bonita de Campo Grande (MS), que participavam do protesto, realizaram uma reza, em torno de um caixão, acompanhado de cruzes que simbolizavam as mortes dos indígenas em sua dura luta pela demarcação de terras ancestrais. Durante o ato, manifestantes jogaram tinta guache vermelha, na bandeira do Brasil, em referência às mortes indígenas e a responsabilidade do estado brasileiro em encontrar uma solução para este impasse que tem ceifado a vida de centenas de indígenas sul-mato-grossenses e do país.

 

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular que surgiu a partir de uma iniciativa das Pastorais Sociais em 1994, sendo realizado pela primeira vez no 7 de setembro de 1995, é um espaço de reivindicação e denúncias das injustiças sociais existentes no Brasil, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

 

Participaram do ato, representantes da CUT, Conselho do Povo Terena, Aty Guassú, CDDH Marçal de Souza Tupã i, MST, Fetricom, Terra Vermelha, Marcha Mundial de Mulheres, Franciscanos, Jufra Nossa Senhora de Fátima, Sindicato dos Bancários, ADUFMS, RECID-MS, ACP, Fórum Municipal de Juventudes de Campo Grande, SINTES, SINDSEP, SINTSPREV e representantes de Partidos Políticos, como PT, PC do B, Psol e Pstu.

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