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CUT-MS repudia o voto de deputados federais do estado em favor da terceirização sem limites

23/03/2017

Genilson Duarte avaliou a votação como lamentável

Escrito por: CUT/MS

Através de uma manobra espúria, Rodrigo Maia (DEM), Presidente da Câmara dos Deputados, desenterrou o projeto de lei 4302 de 1998 da terceirização sem limites e colocou em votação no plenário da casa na noite da última quarta-feira (22), mesmo tendo prometido às centrais sindicais no dia 13 de março deste ano, não colocar este tema em votação. O projeto foi aprovado por um número estreito de votos.

Conforme Genilson Duarte, Presidente da CUT/MS, “é lamentável e covarde o voto dado por alguns deputados federais do estado em favor da terceirização, estes atuaram contra os trabalhadores. Nós sofremos um retrocesso de mais de 50 anos, a terceirização aprovada ontem (22) diminuirá salários, vai precarizar os serviços e aumentar a carga horária trabalhada, diminuindo os empregos. Teremos que seguir firmes na luta, nas ruas, vamos denunciar esse pessoal à população para tirar no voto esses traíras e covardes que votam contra os trabalhadores na Câmara Federal” afirmou o dirigente.

Os deputados federais Elizeu Dionísio (PSDB) e Geraldo Resende (PSDB), além de Tereza Cristina (PSB) votaram favoráveis à terceirização, cumprindo assim um terrível papel contra a classe trabalhadora, aprovando esta lei que rasga as conquistas históricas da CLT, tais como 13º, férias, além de praticamente eliminar os concursos públicos, que se tornarão raros em nosso estado e país.

Em nota oficial, a CUT nacional convocou uma greve geral para o dia 31 de Março.

Documento lançado em fevereiro deste ano pela CUT e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), aponta que os terceirizados ganham 25% menos, trabalham quatro horas a mais e ficam 2,7 anos a menos no emprego quando comparados com os contratados diretos. A publicação, intitulada “Terceirização e Desenvolvimento, uma conta que não fecha”, afirma que a medida favorece ainda situações semelhantes à escravidão. 

A CUT-MS repudia o PL 4302 e conclama seus sindicatos filiados, a classe trabalhadora de Mato Grosso do Sul e as Centrais Sindicais a se unirem para barrar a ofensiva golpista que pretende retirar direitos da classe trabalhadora, contra o PL da terceirização ilimitada, pela retirada da Reforma da Previdência e da Reforma Trabalhista.

Para o presidente da CUT nacional Vagner Freitas, a partir de agora todos os trabalhadores que estão empregados correm o sério risco de serem demitidos “porque o empregador vai contratar uma empresa para trazer profissionais gastando com mão de obra aproximadamente 30% menos e, o que é mais grave, sem nenhum direito trabalhista”.

Mato Grosso do Sul

Divulgamos abaixo o voto dos deputados federais e deputada federal do Mato Grosso do Sul sobre o tema. Carlos Marun (PMDB) alega ter chegado atrasado para a votação, mas afirmou que votaria sim pela famigerada proposta da terceirização ilimitada.

Voto Dep Federais PL 4302

 

 

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